Domingo, 24 de Outubro de 2010

Capitulo 2 parte 2

Alguém me arranca o livro da mão, olho para a sua cara reboluda com poucos cabelos na nuca.

- Mas o que é que é isto? – Perguntou o rapaz.

Atrás dele estavam o Draco Malfoy e outro rapaz também cheio a rirem-se. O outro rapaz pega no livro e começa a lê-lo.

- Mas que língua é esta? – Perguntou o outro rapaz.

Arranquei o livro das mãos fortes do rapaz, virei-me e comecei a andar.

- Immobilus – Gritou um dos rapazes.

Não consegui dar mais um passo, nem me mexer, não conseguia respirar, passado um segundo senti-me livre, conseguia mexer-me, mas estava sem forças, indo parar ao chão. Eles desataram-se a rir da minha figura. Agarrei no livro e lembrei-me das palavras que o Charles dissera sobre a magia, procurei uma palavra. Lembrei-me por fim da minha palavra preferida nén que significa água.

- Nén – Disse por fim, uma poça de água apareceu à frente deles, como eles não perceberam começaram a andar até escorregarem na poça caindo no chão.

Olharam para mim com uma cara de me querer mal, o Draco Malfoy levanta-se, ajuda os amigos a levantarem-se e estes entreolharam-se acabando por um dos rapazes falar.

- Como é que fizeste isso?

Olhei-os com muita atenção, levantei o livro.

- Esse livro só tem letras a formar palavras que nem existem. – Exclamou o outro rapaz.

- Isto é um livro élfico! – Respondi-lhes.

Eles entreolharam-se e o rapaz mais alto levantou a mão e disse:

- Eu sou o Vincent Crabbe.

O rapaz mais baixo também se apresentou com o nome de Gregory Goyle.

- Porque estão tão simpáticos, ainda há bocado queriam me matar? – perguntei-lhes.

O Gregory abriu a boca para falar, mas voltou-a a fechar. Por fim o Draco disse:

- Nunca houve um elfo que conseguisse usar magia hereditária.

Olhei em volta, supostamente eu não era um elfo, pois o meu pai ao casar-se com uma mortal, eu nasci mortal, tenho mais idade de vida que um mortal, eu posso viver mais ou menos trezentos/quatrocentos anos, mas mais não.

- Eu não sou nem um elfo, nem mortal – Informei-os.

- Então? – Perguntou-me o Gregory.

- O meu pai é elfo, a minha mãe era mortal, então eu fico no meio-termo, não sou imortal, mas posso viver durante mais ou menos trezentos anos.

O Gregory e o Vincent sorriram e perguntaram logo de seguida:

- Quantos anos tens?

- Catorze.

- Ainda?

Assenti, sentei-me num sofá e recomecei a ler. O livro falava de um cavaleiro de Dragão chamado Brom.

- Queres vir comer? – Perguntou o Vincent, interrompendo a minha leitura.

- Não, obrigada!

Recomecei a ler, estava na parte onde ele lutava contra outro cavaleiro chamado Morzan.

O Draco sentou-se no sofá ao meu lado, espreitando para o livro.

- Traduz-me – Pediu-me por fim.

Comecei a ler em voz alta em tradução, o melhor que conseguia, num instante acabei o livro.

- Pensava que os elfos não escreviam histórias de ficção.

Olhei para ele perplexa, respondendo o mais rápido:

- Esta história foi real! Cavaleiros de Dragões existem.

 

 

Lingua Antiga


ohta - guerra

eitha - vai

nén - água

 

Palavras mágicas


immobilus - feitiço de efeito paralisante

publicado por Calypso às 17:48
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Capitulo 2 parte 1

Risos e palavras ecoavam na enorme sala de jantar. Todos transbordavam de alegria, menos um, um rapaz de cabelo sedoso e liso louro.

- Charles, quem é aquele rapaz que está sozinho naquele canto? – perguntei apontando para o local onde o adolescente se encontrava.

- Chama-se Draco Malfoy, está no último ano.

- Porque é que está sozinho?

- O seu pai foi um devorador da morte, como ele.

- Devorador da morte? – Não devia ser coisa boa, só aquela junção de palavras fazia-me arrepios.

- Eram as pessoas que seguiam Voldemort, um inimigo.

Fiquei em silêncio deslizando o olhar para o rapaz louro e reflectindo nas palavras que o Charles tinha dito.

O Charles levantou-se e discursou aos alunos, no fim do seu falatório, todos bateram palmas e começaram a comer.

Mais gargalhadas brilhavam naquela sala, contaminando todos os alunos com a alegria.

Três indivíduos entraram na sala, o do meio tinha uns cabelos pretos curtos, transportava uns óculos simples, ele era seguido por um rapaz de cabelos mais compridos ruivos e ao lado deste estava uma rapariga bonita de cabelos longos e ondulados. Eles sentaram-se numa das mesas e começaram a comer como os outros alunos, trocavam algumas palavras entre si, mas de resto permaneciam em silêncio.

 

+++

 

Vagueava pelos corredores, agora cheios de alunos. Passeava o olhar pelos jovens que se encontravam naquele corredor, estava entretida com a alegria que abundava naquele corredor.

- Tu és a Luna? – Perguntou-me o rapaz de óculos com os seus dois amigos.

- Sim.

- O professor Charles chamou-te. – Informou-me o ruivo.

- Obrigada!

Levantei-me do muro onde estava sentada e misturei-me na multidão de alunos até ao escritório do Charles. Subi as escadas, bati à porta e esperei pela resposta.

Entrei no escritório já meu conhecido. Charles fez sinal para eu me aproximar, pousou um chapéu pontiagudo na minha cabeça e esperou.

- Hum! Penso que esta menina fica no… No slytherin. – O Chapéu informou.

Charles tirou o chapéu da minha cabeça e saiu da sala dizendo para eu não sair dali. Passado um tempo entrou com dois professores, um mais para o idoso e outro novinho.

- Luna este é o Professor Snape. – Apontou para o mais novo, - Ele vai te apresentar a escola.

Olhei o professor Snape, ele vestia-se de preto e tinha um cabelo comprido e também preto. Ele fez-me um sinal para eu o seguir, assim o fiz. Ele levou-me aos dormitórios dos Slytherin, às salas de aulas, etc. …

No fim do passeio pela escola fiquei na sala dos Slytherin a ler um livro que tinha trazido.

Alguém me arranca o livro da mão, olho para a sua cara reboluda com poucos cabelos na nuca.

 

 

Lingua antiga


Ohta - guerra

eitha - vai

publicado por Calypso às 22:29
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Sábado, 2 de Outubro de 2010

Capitulo 1 parte 2

Virei-me para encarar a pessoa que tinha falado comigo. Era uma senhora com uma certa idade, continha um chapéu ponto agudo preto, usava roupas escuras. Estudei a senhora com cautela.

- Ele morreu aqui na escola. – Continuou a senhora, a sua voz era calma.

Uma lágrima saiu de um dos olhos da senhora, mas esta limpou-a logo.

- Esqueci-me de me apresentar eu sou a Professora Minerva.

Sorri para a professora, ela parecia ser simpática.

- Sou a Luna.

- Eu sei quem és! – Sorriu-me e pousou umas folhas em cima da secretária, depois saiu da sala acenando-me.

Descaí-me num dos sofás, pensei na palavra que tinha ouvido em casa, era uma palavra que fazia tremer.

- Otha – repeti-a e nesse momento uma flecha passou rentinho à minha cabeça, uma espada que estava pendurada numa parede começou a movimentar-se sozinha.

Espadas começaram a aparecer e iniciavam lutas, atacando-me deves em quanto.

Estava desesperada, não sabia como é que tinha feito as espadas ficarem com vida e também não sabia o que fazer para elas pararem.

Saí do sofá e comecei a correr até à porta do gabinete, saí deste, desci as escadas a correr e sentei-me no último degrau descansando. Agarrei as minhas pernas para ficar mais confortável e fui abraçada pelo meu cabelo loiro claro.

Olhei em volta e só via corredores escuros e sombrios, não se via ninguém a percorrer aqueles caminhos. Encostei a cabeça à parede de mármore gélida e fechei os olhos.

- Luna, venha comigo – chamou-me o senhor Charles.

Levantei-me ainda ensonada, e cambaleei atrás do Charles até a um quarto com várias camas. Deitei-me numa das camas confortáveis e voltei a fechar os olhos.

- Boa noite, Luna – Ainda ouvi a voz do Senhor Charles, mas já ouvi a voz ao longe.

Uma rajada de vento envolveu o meu corpo, agarrei nos lençóis e enrolei-me neles, outra rajada de vento puxou os lençóis para trás. Abri os meus olhos a medo. Estava num dormitório vazio, olhei para as janelas e estavam fechadas. De onde teria vindo aquela ventania?

Enrolei-me nos lençóis e levantei-me, saí do dormitório para um corredor preto e sombrio. Passeei perdida pelos corredores.

Finalmente encontrei o escritório onde ontem estivera. Bati à porta calmamente e esperei pela resposta.

- Pode entrar. – Disse uma voz destorcida de dentro da sala.

Abri a porta delicadamente e dei três passos para a frente, mostrando-me ao senhor que estava a trás da secretária.

- Luna, Dormiste bem? – Perguntou-me o Charles.

- Sim.

- Ontem quase que me estragaste o escritório todo.

Lembrei-me no infeliz acontecimento com as espadas a lutarem sozinhas.

- Desculpe, mas eu não sei o que fiz para as espadas lutarem sozinhas.

- Não tens que pedir desculpas. Tu só usas-te magia.

Olhei para a cara do homem. Nunca tinha ouvido falar na existência de magia, nem sabia que eu conseguiria fazer como o meu pai.

- A magia existe?

- Claro, mas há dois tipos de magia, a magia elfica, que foi a que usas-te ontem, essa só pode ser usada por elfos ou por espectros, e há a magia hereditária, que é a magia que os feiticeiros usam.

Voltei a olhar para o homem, tinha muitas perguntas, mas nenhuma me saíam da garganta.

- Porque não vens comer. Aliás desfrutares das últimas horas de sossego, porque à tarde chegam os alunos.

 

 

 

Lingua Antiga


Otha - guerra

eitha - vai

publicado por Calypso às 17:05
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